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	<title>TRAMPOLIM - É melhor aceitar os riscos e viver intensamente do que ficar em entediante segurança.</title>
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		<title>TRAMPOLIM - É melhor aceitar os riscos e viver intensamente do que ficar em entediante segurança.</title>
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		<title>VENHA COMO ESTÁS E SEJA VOCÊ MESMO!</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 15:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante anos escutei, de muitos companheiros de fé e caminhada, a seguinte máxima: “Odeio o pecado, mas, amo o pecador”. E o engraçado é que sempre escutei isso com grande naturalidade e confesso que até com muita simpatia. Nas entrelinhas dessa afirmação, meus colegas estariam dizendo algo que até pouco tempo (confesso) achava correto e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=455&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><a href="http://dinha.files.wordpress.com/2012/01/cristo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-456" title="cristo" src="http://dinha.files.wordpress.com/2012/01/cristo.jpg?w=237&#038;h=300" alt="" width="237" height="300" /></a>Durante anos escutei, de muitos companheiros de fé e caminhada, a seguinte máxima: “Odeio o pecado, mas, amo o pecador”. E o engraçado é que sempre escutei isso com grande naturalidade e confesso que até com muita simpatia.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Nas entrelinhas dessa afirmação, meus colegas estariam dizendo algo que até pouco tempo (confesso) achava correto e por que não justo: odeio o roubo, mas amo o ladrão; odeio a mentira, mas amo o mentiroso; odeio a hipocrisia, mas amo o hipócrita; chegando inclusive ao absurdo de dizerem odeio o homossexualismo, mas amo o homossexual, tendo por igual valor a homossexualidade com o ato de roubar, mentir, e tantas outras ações depreciativas.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Por sinal, esse último argumento tem servido de fundamento para que muitos demonstrem seu desamor, desrespeito e des-graça (repletos de hostilidade) para os que escolheram manter uma relação homo afetiva, ou os que mesmo sendo hetero, lutam pelos direitos dos homossexuais. Contudo, o maior agravante desse tipo de pensamento está no fato desse reduzir a questão da homo afetividade a mero problema comportamental, o que considero inadmissível em nossos dias. </span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Dissimulando um ar de piedade, os que se escondem atras desse tipo de argumento mostram-me cada vez mais na prática, o que Ricardo Quadros Gouveia chamou de “piedade pervertida”. Contudo, isso é um outro assunto, que inclusive, já discorri em outro texto (<a href="http://dinha.wordpress.com/2011/06/25/toda-forma-de-amor-vale-a-pena/" target="_blank">TODA FORMA DE AMOR VALE A PENA…</a>).</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A minha grande questão com esse escrito é: podemos separar as pessoas de seus atos? Não serão nosso atos – palavras e ações – que dizem muita coisa do que somos? Claro que somos muito mais daquilo que fazemos e do que deixamos de fazer (esse último pode dizer muito mais coisa do que o primeiro), mas, também não podemos negar que nossas ações norteiam quem de fato somos.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">E como ninguém é formado somente de virtudes, aquilo que julgamos ser mal também é peça importante, matéria-prima de quem nos tornamos diariamente. Como já dizia meu amigo Ricardo Gondim (e tantos outros antes dele) somos “luzes e sombras”.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Sendo assim, quem se propõe a me amar, tem que estar disposto a abraçar a integralidade do meu ser, minhas luzes e sombras, virtudes e pecados, graças e desgraças. Pois é isso o que de fato sou. Tudo junto e misturado.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Não seria essa a grande Boa Nova do Pai para a humanidade: “Venha como estás!” Deus te ama e te recebe do jeito que você é, sem que seja preciso fazer mais nada. Alguém pode até chamar isso de “graça barata”, mas eu prefiro a definição de Brennan Manning, “graça gratuita”, e ela se basta. É suficiente.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Por acaso, não seria isso que o apóstolo Paulo quis nos ensinar quando disse: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça”? Ou seja, o outro não deve ser medido pelo tanto de “mal” que você enxerga nele, e sim pela graça e perdão que outrora inundou a sua vida (&#8230;aquilo que de graça recebi, de graça dou&#8230;).</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Como então separar pessoa e ação? Não seria como separa “alma e espírito, juntas e medulas”? Será que na tentativa de fazer isso não incorremos no risco de amar uma farsa, ou melhor, uma pessoa de mentira, que só existe na fantasia hipócrita de um mundo ideal, repleto de pessoas idealizadas?</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Na minha inquietação, prefiro o caminho de aceitar as luzes e sombras que existem em mim e amar os outros que à minha semelhança, estão longe da perfeição, mas aceitam o desafio diário de se tornarem pessoas melhores, a ter que escolher o caminho que nos leva a construir ídolos para amar e conviver.</span></span></p>
<h6 style="padding-left:180px;" align="JUSTIFY">‎<span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Quero ser alguma coisa a cada minuto de cada hora da minha vida. Quero ser alegre; quero ser triste; indiferente, e depois acolhedora. Sentir fome (&#8230;) e ter muito o que comer. Quero andar em andrajos, ou muito bem vestida. Quero ser sincera e insincera. Quero falar a verdade, e depois mentir. Quero ser irrepreensível, e também pecadora. Quero apenas ser alguma coisa a cada minuto bendito. Ao dormir, quero sonhar o tempo todo, para que nenhum pedacinho de vida se perca. (Betty Smith, em </span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><strong>Uma árvore floresce no Brooklyn</strong></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;">)</span></span></h6>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/455/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=455&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>POR UMA MISSÃO FORA DA BABEL</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 02:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é novidade a minha paixão por histórias em quadrinhos e, por isso mesmo, mantenho o hábito prazeroso de sempre comprar revistas, álbuns e literatura do gênero. Nesta semana, fiz novas aquisições para meu acervo quadrinístico. Mas, contrariando meus hábitos, não comprei exemplares da Turma da Mônica ou qualquer outra publicação do Maurício de Sousa; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=449&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><a href="http://dinha.files.wordpress.com/2011/08/torre_de_babel.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-451" title="torre_de_babel" src="http://dinha.files.wordpress.com/2011/08/torre_de_babel.jpg?w=510" alt=""   /></a>Não é novidade a minha paixão por histórias em quadrinhos e, por isso mesmo, mantenho o hábito prazeroso de sempre comprar revistas, álbuns e literatura do gênero. Nesta semana, fiz novas aquisições para meu acervo quadrinístico. Mas, contrariando meus hábitos, não comprei exemplares da Turma da Mônica ou qualquer outra publicação do Maurício de Sousa; nem adquiri mais uma edição de Mafalda ou Snoopy; não escolhi nenhum super-herói do universo Marvel ou DC Comics. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Radicalizei, comprei uma coleção de revistinhas em formato mangá (desenho japonês) que conta, de modo bem interessante, as narrativas bíblicas. Adquiri três volumes: o primeiro, descreve os fatos narrados nos Evangelhos sobre o ministério de Jesus; o segundo, relata a conversão de Paulo e seus feitos registrados no livro de Atos dos Apóstolos; e o terceiro, conta fatos do Antigo Testamento, da Criação até Moisés.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Como eu já conhecia os dois primeiros volumes e tinha dado uma espiadinha, resolvi ler o terceiro intitulado “Mangá Motim”. Estava tudo indo bem, realizando minha leitura despretensiosa, querendo apenas relaxar e me entreter, até que cheguei na história da torre de Babel. Não que nessa versão eu tenha visto algo diferente do que já conhecia do relato bíblico. Mas, quando li a expressão “<em>vamos construir uma torre até os céus! Ficaremos famosos e não seremos espalhados pela face da terra”</em>, foi inevitável o pensamento: meu Deus! Essa é a manifesta pretensão das igrejas hoje em dia!</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">No contexto evangélico, as igrejas assemelham-se, conscientes ou não, a Babel. Possuem o ardente propósito de construir e perpetuar suas denominações, enclausurando-se cada vez mais nas quatro paredes, querendo com isso fama, poder e prestígio. Quanto maior sua Babel mais cheias de si ficam. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Seus líderes, em especial, acham-se os donos da verdade, chegando inclusive a tomar o lugar do próprio Deus; tornam-se arrogantes, não ousam a enxergar a sociedade a sua volta, como se a realidade girasse, exclusivamente, em torno de si. A obsessão pela fama, aliada à pretensa noção de pureza identitária, os levam a “não se espalhar”, ou seja, dividir o poder. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Esqueceram-se da missão da igreja que, de acordo com o teólogo Juan Luis Segundo, é ser sinal de salvação, e conscientizar o ser humano que o amor de Deus já se manifesta no mundo e os convida à prática do bem. Ao invés disso, tais líderes, transformaram a missão em números que só servem para aumentar o “prestígio” de suas <em>babéis. “</em>Quantos membros sua igreja possui?” “Quanto ela rende por mês?” tornam-se questões relevantes e recorrentes, entre outras de mesmo teor, ao referir-se ao desempenho de uma comunidade eclesiástica.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Nesse modelo missiológico, as pessoas não precisam ser conscientizadas, elas apenas precisam comparecer às reuniões, celebrações, eventos e cultos, tudo com o intuito de não permitir que elas se espalhem novamente. Juan Luis Segundo (in SOARES, 2005, p. 54) adverte que:</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>Para ser fiel à sua missão de transmitir a Palavra de Deus, a Igreja deve subordinar o fator numérico à qualidade de sua presença e significação, expressar a metamensagem da revelação com gestos concretos de amor, traduzir sempre de novo esta (meta)mensagem diante de novas circunstâncias históricas, construir-se como comunidade real e manter um constante diálogo com o mundo. A essência e função da Igreja definem-se pelo serviço e diálogo com o mundo, dado que a verdade proveniente da revelação, que ela anuncia, é maior que ela a Igreja mesma.</em></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Para isso, as denominações teriam que abandonar seus projetos megalomaníacos, a lógica babelística que as configuram, em direção de outro projeto que tem como características o serviço, o diálogo e o amor. Nesta nova proposta não há espaço para vaidades individuais, projeções denominacionais, disputas pelo poder, enclausuramento ascético, imbecilização dos fiéis, perpetuação de dogmas e doutrinas, individualismo e egoismo. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Para os que continuam insistentemente a construir suas torres de Babel, edificando seus impérios, achando-se com isso, a própria manifestação da divindade na terra, o Senhor admoesta que “<em>irá confundir os idiomas para que os grupos não se entendam”</em>, com a esperança de que assim, e só assim, através da respeitosa atitude dialógica, finalmente compreendam a sua missão, espalhem-se e façam diferença na sociedade onde se inserem. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Bem, a confusão já começou&#8230; Minha esperança é que um dia todos entendam. </span></p>
<p style="text-align:right;" align="JUSTIFY"><em><strong>Cláudia Sales</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/449/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=449&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>INADEQUAÇÕES</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 02:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[*Percebi que o meu texto &#8220;Inadequações&#8221; não tinha sido publicado nesse blog. Apenas compartilhei com alguns colegas e amigos quando eu fazia parte de um grupo de discussão&#8230; Então, como o meu último texto faz referência a esse, resolvi finalmente publicá-lo. Não sei quais foram os motivos na época que me impediram de fazê-lo&#8230; mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=138&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="color:#ff6600;"><em>*Percebi que o meu texto &#8220;Inadequações&#8221; não tinha sido publicado nesse blog. Apenas compartilhei com alguns colegas e amigos quando eu fazia parte de um grupo de discussão&#8230; Então, como o meu último texto faz referência a esse, resolvi finalmente publicá-lo. Não sei quais foram os motivos na época que me impediram de fazê-lo&#8230; mas antes tarde, do que nunca!</em></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><a href="http://dinha.files.wordpress.com/2011/06/escrita_medico.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-441" title="escrita_medico" src="http://dinha.files.wordpress.com/2011/06/escrita_medico.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Não tenho muitas lembranças da minha infância. Tenho inveja do meu irmão André, do meu marido Geraldo e suas maravilhosas memórias; eles possuem o dom de descrever com riqueza de detalhes – dia, hora, evento – os fatos dos tempos de menino e adolescência. Minha mãe sempre que deseja lembrar-se de um fato logo diz: <em>- Liga pro André que com certeza ele se lembra!</em> Uma das poucas coisas que me recordo e que tem me acompanhado até os dias de hoje são minhas inadequações. Tentarei me explicar.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Lembro-me da menina extremamente tímida e magricela que eu era. Estudei em colégio de freiras, só para meninas&#8230; tentei me adequar, ser igual as meninas mais ‘populares’ do colégio. Mas enquanto elas faziam ballet, eu jogava ‘carimba’ e vollei; enquanto elas gostavam de escrever em seus diários, eu passava as tardes no colégio brincando de spiriball, ou ia jogar futebol com meus irmãos e os meninos da rua; elas gostavam de rosa, e eu de amarelo; elas não entendiam de futebol e eu torcia pelo Flamengo. Percebo mas claro do que nunca antes como eu era inadequada.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Na adolescência tenho mais recordações&#8230;. estudei no Marista Cearense, um dos melhores períodos da minha vida! Já era mais desinibida, minha classe tinha meninos e eu já não era tão ‘matusquela’. Mas ainda me sentia inadequada. A fase da adolescência é um periodo onde as meninas ficam mais vaidosas&#8230; preocupam-se com a estética, em chamar a atenção dos meninos, e fazem seus grupinhos. No meu caso, tinha outros prazeres&#8230; gostava de conversar com os meninos, ia para o colégio com a camisa do Flamengo toda vez que o time do coração ganhava, participava do clube de ciências e olimpíadas de matemática. Mas uma vez eu era inadequada.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">O período da faculdade é o que tenho mais lembranças. Cursei durante seis anos o curso de arquitetura e urbanismo. Foi lá que fiz belíssimas amizades que perduram até hoje, conheci muitos lugares do Brasil em viajens com a ‘galera’ – Goiás, Belém, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Ouro Preto, Natal etc. – esperimentei tudo que a vida podia me oferecer. Vivi minha juventude como se cada dia fosse o último – acho que por isso sinto tanta falta deste tempo&#8230;</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Tentei me adequar de várias maneiras; fui católica, depois participei durante anos da igreja messiânica, fui do movimento estudantil, de diretórios acadêmicos, etc. até roqueira eu fui! Minha religião durante muito tempo foram as músicas do Nirvana, Metálica, Offspring, Red Hot Chilli Peppers, Pixes, Radio Head, Led Zeppelin, Pink Floyd, Beatles, etc&#8230;. até que entrei para igreja evangélica.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Lá achei verdadeiramente que tinha me encontrado, não precisaria mais me adequar, pois a promessa de que me aceitariam do jeito que eu era resolveria meus problemas. Deixei amigos, as viagens, as músicas, os sonhos. Fiz outras amizades, conheci outros ‘mundos’, outros sons e sonhos. Me apaixonei verdadeiramente pela proposta do Evangelho, mas nunca me conformei com as respostas simplistas dos meus pastores. Eu era um problema nos cultos de doutrinas, nas escolas bíblicas, nas reuniões de liderança e sem perceber, aos poucos fui novamente me inadequando.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Resolvi então fazer seminário. Foram quatro anos maravilhosos! Minha mãe sempre diz que se eu tivesse me dedicado ao curso de arquitetura o tanto que me dediquei no seminário hoje eu seria um Niemeiyer! Durante este período construí com outros colegas um diretório acadêmico – eu, Flávio, Elton, Thiago e Ítalo – montamos uma revista, um espaço onde colocaríamos nossas ideias, que pretensamente achávamos que mudaria o mundo. Sempre fui inconformada. Era o terror dos professores despreparados e amada por aqueles que gostavam de um boa e calorosa discussão.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Olho para minha vida e percebo que nunca me conformei com o que eu era, com o que eu sabia, com o que os outros me diziam e ensinavam. Tinha desejo de sempre me recriar, de ressurgir, repensar, rever&#8230; Acho que por isso me vejo hoje tão diferente daquela menina do colegial tímida e de pernas finas. Perco-me e me acho todos os dias e percebo hoje quão maravilhoso isso tem sido para minha vida!</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Tenho hoje trinta anos e sou casada! Percebo que as inadequações me acompanham até hoje. Faço parte de um grupo onde as mulheres são uma minoria&#8230; e para piorar não me calo! Falo o que penso, o que não penso, falo direto – sem poesia e sem metáforas – o que torna minhas palavras muitas vezes sem a beleza esperada. Inadequada! Em um mundo onde a subjetividade é comum sou na maioria das vezes objetiva demais. </span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Penso então em desistir! Em ser como a maioria, simplesmente a mulher de algúem, a filha de alguém, ou ainda no futuro, a mãe de alguém. Não consigo&#8230; quero ser Cláudia, correndo o risco de muitas vezes não ser compreendida pelas suas inadequações, mas ainda assim, mais corajosa do que nunca, se posicionando, falando, escrevendo o que pensa e acredita. Na maioria das vezes sem poesia e sem metáforas, de modo claro e objetivo; arriscando-se sempre e instigando as pessoas a sua volta a não se conformarem com suas adequações, a sairem da suas “zonas de conforto”.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Não busco credos, nem catecismos, não quero respotas prontas, procuro uma espiritualidade existencialista, que me sirva agora, para esta vida! Minha fé está mais transbordante e apaixonante do que nunca, minha espiritualidade cada vez mais humana&#8230; talvez por isso, me sinto mais inadequada do que nunca&#8230; contudo ‘prefiro ser esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo’!</span></span></p>
<p style="text-align:right;" align="JUSTIFY"><em><strong>Cláudia Sales</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;" align="JUSTIFY">Por ocasião desse texto, recebi uma das mais lindas demonstrações de carinho que compartilho com vocês!</p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Ave Cláudia, cheia de graça</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Integridade tua, esperança nossa</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Bendita sois vós de linhagem escassa</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Alegria de quem te conhecer possa</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Já sorvi bom bocado desse fel</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Inadequada é, de minha pele a cor</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">No fluir dos dias usei como broquel</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Curtir amizade serena com a dor</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Intrigante é conhecer-te nas letras</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Que te mostram assim tão igual</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Nas coisas que fiz, nos risos nas tretas</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Folguedos de menino, nada de mal&#8230;</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Tivesses teu ímpeto contido</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Tivesses calado tua ânsia</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Não teria eu te conhecido</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Não terias tu minha ressonância</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Não te cale metamorfose ambulante</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Salve! Salve santa inadequação!</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Singelo é o som, é doce, abarcante</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"><strong><span style="color:#ff0000;"><em><span style="font-family:Arial;">Da voz que sai de teu coração.</span></em></span></strong></p>
<p align="CENTER"> <span style="font-family:Arial;"><br />
</span><span style="font-family:Arial;"><em><strong>19.08.09</strong></em></span></p>
<p align="CENTER"><em><strong>Fátima Clara</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/138/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=138&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>PERPLEXOS SIM, MAS NÃO DESEPERADOS&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 14:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não faz muitos anos que escrevi um texto chamado “Inadequações” (agosto/2009). Nesse, escrevo um pouco dos espaços que passei, pessoas que conheci e minhas crises em não conseguir me enquadrar nos padrões estabelecidos e nas expectativas depositadas sobre mim. Falei, mesmo que de modo superficial, da menina tímida e magricela que preferia os esportes, ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=437&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><a href="http://dinha.files.wordpress.com/2011/06/eu_na_praia.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-438" title="eu_na_praia" src="http://dinha.files.wordpress.com/2011/06/eu_na_praia.png?w=258&#038;h=300" alt="" width="258" height="300" /></a>Não faz muitos anos que escrevi um texto chamado “Inadequações” (agosto/2009). Nesse, escrevo um pouco dos espaços que passei, pessoas que conheci e minhas crises em não conseguir me enquadrar nos padrões estabelecidos e nas expectativas depositadas sobre mim.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Falei, mesmo que de modo superficial, da menina tímida e magricela que preferia os esportes, ao invés das danças; que jogava bola com os meninos e torcia pelo Flamengo, ao invés das brincadeiras de meninas; que participava das olimpíadas de matemática e física, ao invés dos salões de beleza; que preferia ao heavy metal e o punk rock ao pop romântico. Essas e muitas outras inadequações, de fato, fizeram e fazem parte da minha história e as carregarei por toda a vida.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Mas, de uns tempos para cá, um outro tipo de inadequação tem se sobressaído dentre as demais: a inadequação religiosa. É fato que sempre escolhi caminhos pouco trilhados&#8230; Optei pelo labor teológico e pelo exercício de repensar a fé. “Uma igreja reformada sempre reformando”, era isso o que eu queria ser&#8230; uma espécie de “metamorfose ambulante” que jamais se conformaria com respostas simplistas, não abriria mão da dúvida, do questionamento, do ressignificar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Sabia que esse caminho seria difícil, mas, sinceramente, nunca imaginei que atrairia para mim tanto repúdio e ojeriza. E pior, dos mais chegados&#8230; Sim, porque esperar que os que me conhecem “de ouvir falar” o rótulo de herege, apóstata, idólatra, condenada ao inferno e tantos outros adjetivos que não convém aqui dizer, eu já esperava. Para ser mais sincera, eu não tô nem aí para o que os fariseus de plantão e os defensores da “reta doutrina” dizem ao meu respeito. Mas, honestamente, não esperava isso dos que me conhecem “de comigo estar”. O fato é que me sinto descartável&#8230; </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Pessoas que conheceram e conhecem minhas obras, que andaram comigo em evangelismos nos Tapebas, que viram de perto meu trabalho com crianças e adolescentes, que escutaram de perto minhas pregações, que me diziam que fui um canal de bençãos para suas vidas, hoje me viram as costas pelo simples fato de pensar diferente da maioria. Criticam-me pelas costas, riem de mim de forma sutil, difamam o meu nome e jogam na lata do lixo anos de companheirismo e respeito. Deixei de ser benção para tornar-me maldição. Mais uma vez, inadequada&#8230;</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Nessa roda viva, cansei de me explicar, de me fazer entender por aqueles que claramente não o querem fazer. Prometi a mim mesma que o silêncio será minha melhor resposta e o tempo o melhor remédio. Até porque não tenho mais nada a dizer, minhas obras são conhecidas, meu caráter coloco a prova diariamente, e minha fé faz com que eu continue a caminhada. Na angustia lembro-me das palavras de Paulo:</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. (…) Está escrito: &#8220;Cri, por isso falei&#8221;. Com esse mesmo espírito de fé nós também cremos e, por isso, falamos (…) Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (2a. Carta de Paulo aos Corintios 4:8-10;13;16-18)</em></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Sigo adiante na minha jornada, sabendo que é apenas o começo! Peço ao Senhor que renove minhas forças como a da águia; que console minha alma com o Seu santo Espírito, para que eu não me sinta desamparada; que me dê sabedoria para falar, mas também para calar quando for preciso; e que me encha do Seu amor, para que eu não odeie os que me perseguem. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Não posso voltar atras, muito menos parar. O caminho que escolhi para mim é longo e eu mal comecei a trilhar nele. Me encanto a cada passo, fortaleço a minha fé a cada quilômetro percorrido. O solo por onde piso não é os da certeza e do conformismo, e sim o da dúvida e do questionamento. Sei que não descansarei a sombra das multidões&#8230; muitas vezes não terei onde “reclinar a cabeça”. Mas não desanimarei!</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Sei que encontrarei nesse caminhar quem poderei verdadeiramente chamar de amigo. Sei que encontrarei os “sete mil que não se curvaram a Baal” e com eles ajudarei a construir o Reino de Deus que já está no meio de nós. </span></p>
<p align="CENTER"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">RESPOSTA (Maysa)</span></p>
<p align="CENTER"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Ninguém pode calar dentre mim<br />
Esta chama que não vai passar<br />
É mais forte que eu<br />
E não quero dela me afastar</span></p>
<p align="CENTER"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Eu não posso explicar quando foi<br />
E nem quando ela veio<br />
E só digo o que penso, só faço o que gosto<br />
E aquilo que creio</span></p>
<p align="CENTER"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Se alguém não quiser entender<br />
E falar, pois que fale<br />
Eu não vou me importar com a maldade<br />
De quem nada sabe<br />
E se alguém interessa saber<br />
Sou bem feliz assim<br />
Muito mais do que quem já falou<br />
Ou vai falar de mim</span></p>
<p align="CENTER"> <span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='510' height='317' src='http://www.youtube.com/embed/xQK3KD0Ox0w?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/437/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=437&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>TODA FORMA DE AMOR VALE A PENA&#8230;</title>
		<link>http://dinha.wordpress.com/2011/06/25/toda-forma-de-amor-vale-a-pena/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 19:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de toda discussão sobre a lei da união homoafetiva resolvi me pronunciar. Como vocês mesmo devem já terem percebido, eu não sou do tipo que se omite, muito menos que fica em cima do muro. Então, serei  breve no que tenho a dizer quanto a esta questão. Não usarei aqui, como diria meu querido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=430&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://dinha.files.wordpress.com/2011/06/amor_virtual_ax1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-431" title="amor_virtual_ax1" src="http://dinha.files.wordpress.com/2011/06/amor_virtual_ax1.jpg?w=300&#038;h=248" alt="" width="300" height="248" /></a>Depois de toda discussão sobre a lei da união homoafetiva resolvi me pronunciar. Como vocês mesmo devem já terem percebido, eu não sou do tipo que se omite, muito menos que fica em cima do muro. Então, serei  breve no que tenho a dizer quanto a esta questão.</p>
<p style="text-align:justify;">Não usarei aqui, como diria meu querido amigo Marcos Monteiro, de sutileza semântica, nem de complicação linguística. Como geralmente não faço poesia (não que eu já não tenha tentado, ou tenha orgulho disso) e costumo escrever em prosa, vou conversando, mesmo que de modo simplificado, o que pude perceber de todo esse frenesi!</p>
<p style="text-align:justify;">Em primeiro lugar, percebo que Jesus de Narazé se coloca em defesa das minorias. Desde os direitos das mulheres, defendido por Jesus em uma sociedade patriarcal – logo machista – até os direitos dos negros defendidos pelo pastor Martin Luther King Jr., fica perceptível a luta por parte dos que se dizem seguidores do evangelho para dar voz e vez às minorias perseguidas e marginalizadas.</p>
<p>Nada é mais emblemático do que o diálogo de Jesus com a mulher samaritana. “Dá-me de beber”, diz o Galileu. A surpresa foi tamanha que a mulher responde: “como sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou <em>mulher samaritana</em>?” Como pode uma mulher, samaritana, tendo vivido com vários maridos e, então, amancebada com o último, dar de beber ao próprio Deus?</p>
<p style="text-align:justify;">Simples. Jesus não estava preocupado com sua reputação diante dos sacerdotes de plantão, nem mesmo de seus discípulos – que também não viram com bons olhos o gesto de seu mestre. O seu compromisso não era com a reputação, mas sim com a justiça e a dignidade humana. E nós que nos afirmamos seguidores dEle deveríamos fazer o mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em segundo lugar, entendo que o evangelho é a filosofia do amor contra qualquer indiferença. Como diria Lulu Santos, deveríamos considerar “justa toda forma de amor”, ou ainda nas palavras de Milton Nascimento e Caetano Veloso “qualquer maneira de amor vale amar; qualquer maneira de amor vale a pena; qualquer maneira de amor valerá”. Contudo, não é este o entendimento que configura a concepção da maioria dos religiosos sobre o assunto. Pelo contrário, expressam-se com ojeriza, de uma forma a repulsar ostensivamente toda manifestação amorosa que não se enquadre no padrão estabelecido tradicionalmente por seus moldes pretensamente inquestionáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Nunca vi tanto ódio sendo destilado por pessoas do meio evangélico, que se dizem defensoras do amor incondicional de Deus. Escondendo-se por trás de um discurso do “amo o pecador, mas odeio o pecado”, se acham no direito de julgar, demonizar, “crucificar”.</p>
<p style="text-align:justify;">Assumem o papel de juiz e de modo desumano querem a qualquer preço separar o que é “joio e o que é trigo”, e dar a palavra final sobre a vida e espiritualidade das pessoas. Sendo assim, poderíamos ser reconhecidos como a religião do amor, se nossas práticas só refletem ódio e guerra? Ao que parece, existe é certo prazer sádico em condenar ao inferno&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">E em terceiro lugar, a luta pela justiça é algo que deve garantir o bem estar de todos independentemente de raça, crença ou sexualidade. Jesus, em seu mais famoso sermão nos ensina que &#8220;<em>bem</em>-<em>aventurados</em><em> os que têm fome e sede de <em>justiça</em>, porque eles serão saciados&#8221; (Mateus, 5:6)</em>. Em outras palavras, a justiça deveria ser algo tão imprescindível para nós quanto à vontade de comer! Fome de justiça!</p>
<p style="text-align:justify;">Contudo, o que parece latente no movimento evangélico é que a “luta pela justiça” só deve ser perseguida se esta incorrer em benefício particular de alguma forma&#8230; algo totalmente mesquinho e anticristão, uma vez que no cristianismo o princípio fundamental que nos identifica é a busca do bem estar do outro (“eu vim para servir, e não para ser servido”).</p>
<p style="text-align:justify;">Esquecem-se (ou por ignorância não sabem) que a justiça não está a favor de um grupo, ou uma classe social, raça, partido político, etc. Não se pode falar de promoção da justiça sem falar de respeito e na igualdade de todos os cidadãos. Todavia, isso só pode ser possível por intermédio da preservação dos direitos em sua forma legal e da sua aplicação.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes de sermos negros, gays, evangélicos, petistas, amarelos, viúvos, crianças, budistas, mulheres, velhos, ou qualquer outro rótulo que nos classifique e nos distinga, somos seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus, cidadãos com deveres e direitos que devem ser garantidos para o bem estar de todos e o exercício da cidadania. Todos nós temos (ou deveríamos ter) o direito de nascer, comer, estudar, morar com dignidade, casar, descasar, ir, vir, expressar-se, etc. Essa é a nossa luta! Garantir que todos possam exercer seus direitos na sua plenitude. Nisso fazemos justiça e somos saciados!</p>
<p style="text-align:justify;">Quero ainda dizer que este texto não reflete nenhuma ideia institucional, ele é fruto de uma reflexão pessoal. Falo isso porque não quero que vinculem minhas palavras a nenhuma denominação religiosa, e nem usem meus escritos como pretexto para sistematizar o pensamento de alguma instituição com o intuito de rotulá-la. De jeito nenhum! Tudo o que penso e escrevo é de minha responsabilidade e não me envergonho de expor a quem quer que seja.</p>
<p style="text-align:justify;">Sei que causarei o repudio de muitos e tantos outros me rotularão de herege. Não me incomodo com isso. Meu compromisso não é com uma tradição engessada que não ousa reinventar-se historicamente, e sim com a justiça, o amor e o evangelho de Jesus que não faz acepção de pessoas. Termino esse texto com uma poesia do meu amigo Jeyson Rodrigues<a title="" href="#_ftn1">[1]</a>, companheiro de fé, luta e resistência:</p>
<p style="text-align:center;">BELEZ’ENTRE CURVAS</p>
<p style="text-align:center;">Eis um corpo de femininas curvas<br />
Tocando outro corpo, outras femininas curvas<br />
Curvas que tocam deslizando: música<br />
Dança das curvas ao som<br />
Ao som gerado entre curvas<br />
Amor em curvas, toques e músicas</p>
<p style="text-align:center;">Se dois femininos corpos em curvas<br />
Se amam e desejam tocar-se<br />
Que as curvas de uma, misturem<br />
Às belas curvas da outra<br />
E que os dedos dedilhem, tocando<br />
As cordas, os braços, as bocas<br />
Enquanto fluem das curvas<br />
A arte amada, em notas agudas<br />
Na feminina música de quem ama<br />
O feminino corpo de sons em curvas</p>
<p style="text-align:center;">Se as curvas se amam e querem o toque<br />
Que se toquem, que se amem, nuas<br />
Que se desliz’em sonoros, dedilhados<br />
No amor dum só gênero, artístico<br />
Na arte erótica do amor entre curvas<br />
Que se sonorizam e artem<br />
Que se amam, se tocam<br />
Que se querem e se deixam tocar-se</p>
<p style="text-align:center;">Toda curva é bela<br />
Todo amor é santo<br />
Todo toque é arte<br />
Toda nudez é pura<br />
E o amor que se curva<br />
À belez’entre curvas<br />
É amor artístico, belo e amante<br />
É amante do amor<br />
Da feminina beleza<br />
E da belez’entre curvas</p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ff00ff;"><em><strong>Cláudia Sales</strong></em></span></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p style="text-align:justify;"><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Teólogo pluralista, estudante de Ciência das Religiões pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, e de Ciências Sociais pela Universidade Federal de Alagoas. Lecionou História do Cristianismo no Seminário Teológico Batista de Alagoas. Livre-pensador. Blog: <a href="http://jeysonrodrigues.blogspot.com/" target="_blank">http://jeysonrodrigues.blogspot.com/</a></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/430/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/430/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/430/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=430&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Continuando a caminhar&#8230; (minha carta ao Ricardo Gondim)</title>
		<link>http://dinha.wordpress.com/2011/06/18/continuando-a-caminhar-minha-carta-ao-ricardo-gondim/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 14:28:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz exatamente 13 anos que conheci e me congrego (de alguma forma) na igreja Betesda e naquela época, meados de 1998, eu já escutava de forma encantada o seu discurso de vanguarda e percebia notoriamente as insatisfações dos mais conservadores e a euforia dos mais progressistas. Mas, ainda que dividida entre essas dua alas (ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=426&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Faz exatamente 13 anos que conheci e me congrego (de alguma forma) na igreja Betesda e naquela época, meados de 1998, eu já escutava de forma encantada o seu discurso de vanguarda e percebia notoriamente as insatisfações dos mais conservadores e a euforia dos mais progressistas. Mas, ainda que dividida entre essas dua alas (ou melhor dizendo, rótulos), existia, mesmo que de forma ilusória, um espírito de unidade e uma tentativa de se construir uma identidade para a Betesda.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Lembro-me bem que, ainda na gestão do nosso querido Allison, essas questões sobre identidade, teologia, poder, fundamentalismos, liberalismos borbulhavam pelos corredores. Claro que não foi do dia para noite que muitas igrejas decidiram que não queriam mais caminhar junto com a Betesda, esse foi um processo lento, mas continuo.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Anos se passaram para que um dos piores traumas para a Instituição Betesda acontecesse de fato. Rachas, “amizades” desfeitas, pessoas magoadas&#8230; muita coisa aconteceu. Mas, algo de positivo poderíamos tirar de todo esse processo doloroso: em 2007, pastores e membros, especialmente os da Betesda do Ceará, tiveram uma rica oportunidade de se pronunciarem e escolherem que caminhos gostariam de trilhar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Em tese, e só em tese mesmo, quem resolvesse ficar na Betesda do Ceará, não estaria simplesmente abraçando as ideias de sua igreja local, ou protegendo os interesses do seu “pequeno vaticano” particular. Quem se propôs a ficar estaria disposto a continuar a andar numa trilha sem volta, um caminho de reflexão que na grande maioria das vezes desagradaria a um público evangélico fundamentalista, conservador, bairrista e preconceituoso.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Um caminho estreito, árduo, que não tem a “glória” das multidões, a aceitação da mesa dos escarnecedores, nem o sucesso financeiro prometidos pelos pseudos televangelistas de plantão. Não seríamos mais chamados para pregar nos grandes eventos gospel, nossos nomes seriam muitas vezes difamados&#8230; mas, em contrapartida, esse caminho estaria comprometido com a promoção da justiça e a construção de um mundo melhor hoje, um Reino de Deus que se instaura por intermédio de mãos e pés de carne.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Infelizmente, quando olho hoje para a Betesda do Ceará o que vejo? Visualizo “franquias” fragmentadas e fundamentadas no cada um por si (e Deus por todos?), tentando a todo custo (questão de sobrevivência) aparecer novamente no cenário gospel, querendo “limpar-se” da “queimação de filme” que os afastaram da lógica evangélica (mas que nos trouxeram para mais próximo de Deus e do próximo). Negam assim, uma história de luta e resistência, de reflexão e companheirismo, em prol da lógica capitalista religiosa, do individualismo e do “se vira nos 30”. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Aliás, uma franquia é mais coerente do que temos aqui hoje no cenário da Betesda do Ceará. Porque quem deseja abrir uma franquia, seja ela qual for, no mínimo precisa acreditar no produto que está se propondo representar. Ter confiança na qualidade e respeitar a marca.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Digo tudo isso porque me sinto enlutada. De certa forma, a autonomia das igrejas Betesda do Ceará traz um desligamento da Betesda de São Paulo e o que restará aqui não passará de uma propaganda enganosa da Instituição Betesda, que sempre terá como referência o nome de seu maior representante Ricardo Gondim (mesmo que se tente negar, ou apagar isso).</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Ao invés de se juntarem e fortalecerem uns aos outros para persistirem nessa caminhada, que sabíamos que não seria fácil, e que seria estreito, optaram pelo caminho largo, mais fácil e confortável de trilhar, porém, que traz como consequência mais isolamento, segregação, dicotomia entre Sudeste – Nordeste e que joga no lixo toda a luta e história de uma igreja que SEMPRE optou andar na contramão da lógica mercadológica e dogmática evangélica.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Declaro aqui que eu não concordo com esse isolamento “elegante” e decido continuar andando pelo caminho que escolhi em 1998. O caminho da reflexão e rupturas, o caminho da dúvida e das incertezas (pois só assim a fé faz sentido), o caminho mergulhado na Graça de Deus que anuncia o Reino que já está no meio de nós. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"> Ricardo, conte com meu apoio e carinho. Não continuo caminhando com você apenas pelo que você pensa, diz, ou escreve. Não quero apenas caminhar com sua teologia; quero caminhar com gente como você que erra, acerta, volta, repensa, constrói, desconstrói, perdoa, chora, ri, abraça, beija, ama. A grandiosidade da sua humanidade é o que mais me encanta e me convida a caminhar junto! Não abaixo, nem tão pouco acima, mas ao lado, como uma igual. Sinto-me honrada de fazer parte dessa história chamada Betesda. História essa escrita não com tinta, mas com o sangue e as lágrimas dos que persistem nessa eterna e constante construção. </span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="RIGHT"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Grata.</span></p>
<p align="RIGHT"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Cláudia Sales</span></p>
<p align="RIGHT">“<span style="font-family:Arial,sans-serif;">O melhor ainda está por vir”</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/426/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=426&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Salmo 86</title>
		<link>http://dinha.wordpress.com/2011/06/12/salmo-86/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 23:06:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Inclina os teus ouvidos, ó Senhor, e responde-me, pois sou pobre e necessitada. Guarda a minha vida, pois sou fiel a ti. Tu és o meu Deus; salva a tua serva que em ti confia! Misericórdia, Senhor, pois clamo a ti sem cessar. Alegra o coração da tua serva, pois a ti, Senhor, elevo a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=424&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inclina os teus ouvidos, ó Senhor, e responde-me, pois sou pobre e necessitada.</p>
<p>Guarda a minha vida, pois sou fiel a ti. Tu és o meu Deus; salva a tua serva que em ti confia!</p>
<p>Misericórdia, Senhor, pois clamo a ti sem cessar.</p>
<p>Alegra o coração da tua serva, pois a ti, Senhor, elevo a minha alma.</p>
<p>Tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça para com todos os que te invocam.</p>
<p>Escuta a minha oração, Senhor; atenta para a minha súplica!</p>
<p>No dia da minha angústia clamarei a ti, pois tu me responderás.</p>
<p>Nenhum dos deuses é comparável a ti, Senhor, nenhum deles pode fazer o que tu fazes.</p>
<p>Todas as nações que tu formaste virão e te adorarão, Senhor, glorificarão o teu nome.</p>
<p>Pois tu és grande e realizas feitos maravilhosos; só tu és Deus!</p>
<p>Ensina-me o teu caminho, Senhor, para que eu ande na tua verdade; dá-me um coração inteiramente fiel, para que eu tema o teu nome.</p>
<p>De todo o meu coração te louvarei, Senhor, meu Deus; glorificarei o teu nome para sempre.</p>
<p>Pois grande é o teu amor para comigo; tu me livraste das profundezas do Sheol.</p>
<p>Os arrogantes estão me atacando, ó Deus; um bando de homens cruéis, gente que não faz caso de ti procura tirar-me a vida.</p>
<p>Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e misericordioso, muito paciente, rico em amor e em fidelidade.</p>
<p>Volta-te para mim! Tem misericórdia de mim! Concede a tua força a tua serva e salva o filho da tua serva.</p>
<p>Dá-me um sinal da tua bondade, para que os meus inimigos vejam e sejam humilhados, pois tu, Senhor, me ajudaste e me consolaste.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;">12 de junho de 2011.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/424/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=424&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A IGREJA QUE EU SEMPRE SONHEI  IMAGINANDO SE PODERÁ EXISTIR*</title>
		<link>http://dinha.wordpress.com/2011/05/22/a-igreja-que-eu-sempre-sonhei-imaginando-se-podera-existir/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 May 2011 20:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[*Esse texto é uma paráfrase do livro A escola que eu sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir, do escritor Rubem Alves. Começo esse texto pegando emprestado o aforismo que Rubem Alves repete sempre: ‘Numa terra de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo.’ O autor do aforismo, o poeta T. S. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=416&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;" align="right">*Esse texto é uma paráfrase do livro <em>A escola que eu sempre sonhei sem imaginar que pudesse</em> <em>existir</em>, do escritor Rubem Alves.</p>
<p style="text-align:center;" align="right"><a href="http://dinha.files.wordpress.com/2011/05/igreja1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-418" title="igreja1" src="http://dinha.files.wordpress.com/2011/05/igreja1.gif?w=510" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Começo esse texto pegando emprestado o aforismo que Rubem Alves repete sempre: ‘Numa terra de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo.’ O autor do aforismo, o poeta T. S. Eliot, coloca a palavra fugitivo no singular, fazendo menção de que este é um ser solitário. Sentimento esse que não era só do poeta, mas de Rubem Alves e meu também. Na maioria das vezes me sinto assim, andando sozinha na direção contrária. Mas, por intermédio de minhas leituras fui descobrindo outro ‘fugitivo’, esse também foi incompreendido quando certa vez  afirmara que “a religião é o ópio do povo”. No entanto, a sua afirmação me causou curiosidade e certa simpatia. Aproximei-me dele e o reconheci. Seu nome era Karl Marx. E embora eu nunca tenha me aprofundado em  seus escritos, sabia que não estava só. De fato existiam e existem outros fugitivos, no plural!</p>
<p style="text-align:justify;"> Quando se fala em religião é quase imediato associá-la à igreja, pois fomos instruídos que a religião e o sentimento religioso são de sua tutela. Daí vem todo o nosso problema. Isso porque nossas igrejas são organizadas segundo o modelo das linhas de montagem. Igrejas são fábricas organizadas para a produção de unidades bio-religiosas móveis portadoras de dons e conhecimentos especiais. Esses dons e conhecimentos são definidos exteriormente pela lei da oferta e procura, numa lógica de mercado. As unidades bio-religiosas móveis que, ao final do processo, não estejam de acordo com tais modelos de mercado são descartadas. É a sua igualdade e homogeneidade de discurso que atesta a qualidade do processo. Não havendo passado no teste de qualidade-igualdade, elas não recebem os certificados de excelência ISO-12.000. As unidades bio-religiosas móveis são aquilo que vulgarmente recebe o nome de ‘religiosos’. Esses podem ser ainda subdivididos em liderança (pastores, padres, presbíteros, dirigentes) e membresia, ou ainda rebanho.</p>
<p style="text-align:justify;"> As linhas de montagem denominadas igrejas se organizam segundo coordenadas espaciais e temporais. As coordenadas espaciais se denominam ‘templo’. As coordenadas temporais se denominam ‘culto’. Dentro dessas unidades espaço-tempo os líderes religiosos realizam o processo de acrescentar sobre a membresia os dons e saberes necessários para crescerem espiritualmente. Depois de passar por esse processo de acréscimos sucessivos &#8211; à semelhança do que acontece com os objetos originais na linha de montagem da fábrica &#8211; o indivíduo que entrou na linha de montagem chamada igreja perdeu totalmente a visibilidade e se revela, então, como um simples suporte para os dons e saberes que a ele foram acrescentados durante o processo. O membro está, finalmente, formado, isso é, transformado num produto igual a milhares de outros. ISO-12.000: está formado, isto é, de acordo com a forma. É mercadoria espiritual que pode entrar no mercado da fé.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi aí que o meu companheiro de direção contrária me perguntou se não seria possível mudar as coisas. Ao me mostrar que essa lógica leva o indivíduo ao suicídio intelectual e a alienação, numa espécie de droga anestésica ludibriante e  viciante, eu precisava abandonar a linha de montagem de fábrica como modelo para a igreja e, andando mais para trás, tomar o modelo da oficina do artesão como exemplo. “O mestre-artesão não determinava como deveria ser o objeto a ser produzido pelo aprendiz. Os aprendizes, todos juntos, iam fazendo cada um a sua coisa. Eles não tinham de reproduzir um objeto ideal escolhido pelo mestre. O mestre estava a serviço dos aprendizes e não os aprendizes a serviço dos mestres. O mestre ficava andando pela oficina, dando uma sugestão aqui, outra ali, mostrando o que não ficara bem, mostrando o que fazer para ficar melhor”. Claro que um modelo assim é bem mais complicado e árduo. Muita coisa para refazer e reformular. Muita coisa para resignificar.</p>
<p style="text-align:justify;">Utimamente são cada vez mais apelativos os esforços para fazer de nossas linhas de montagem, chamadas igrejas, mais otimizadas, compatíveis com uma lei de mercado que possui como referenciais o consumo, o lucro, o individualismo, o apelo midiático e a dissimulação. Mas o que eu gostaria mesmo é de acabar com elas. Sonho com uma igreja retrógrada, artesanal&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Quando vamos a uma igreja sabemos exatamente o que vamos encontrar: um púlpito, onde o líder maior prega para o rebanho, salas de escola bíblica, em cada sala um professor, todos num esforço sobrenatural de ensinar e explicar os conteúdos sagrados e inquestionáveis de uma ortodoxia caduca, e por fim, a membresia e a esta, compete apenas aprender sem questionar, pois isso pode ser visto como uma crise de fé.</p>
<p style="text-align:justify;">Sonho com uma igreja onde o templo e as salas de catecismos são irrelevantes. Não é necessário dízimos, paredes, nem cultos, também não existe necessidade para hierarquias – não existe a relação líder-membro, ou ainda pastor-rebanho. Não existe cultos de ensinamentos, escolas bíblicas, não existe necessidade de separar os neófitos dos doutores da lei. Penso em um lugar onde podemos crescer na Graça e no conhecimento assim: poderíamos formar pequenos grupos com interesse comum por um assunto, reunimo-nos com alguém que de repente possa ter maior leitura sobre esse assunto, dando-nos orientação sobre o que poderíamos ler para debatermos e juntos construirmos um conhecimento que não foi imposto de cima pra baixo e sim emergido do meio da comunidade. Juntos, estabeleceríamos um programa de trabalho. Nessa proposta, não existe aquele que fala e aquele que ouve. Todos são importantes, falam e escutam num processo dialético que possui como referenciais a ética, a estética, o respeito mútuo e a solidariedade. Ao final do programa estabelecido, nos reuniríamos de novo e avaliaríamos o que aprendemos. Se o que aprendemos foi bom, justo e agradável, aquele grupo se dissolve, forma-se um outro para estudar outro assunto.</p>
<p style="text-align:justify;">Sei que vocês devem estar incrédulos. Como é possível uma igreja assim, sem templo, salas, sem líderes, professores e aulas de catecúmenos, dogmática, doutrina, devocionais, em lugares e horas determinadas, de acordo com um programa, linha de montagem? Será que as pessoas podem crescer espiritualmente desse jeito?</p>
<p style="text-align:justify;">Só sei de uma coisa: somente aquilo que é vital é aprendido. Por que será que, a despeito de toda teologia, de todos os apelos que as igrejas tem feito para tornar o mundo cristão, o mundo não se torna um lugar melhor de se viver, um lugar mais justo e solidário? Por que os membros dessas igrejas têm dificuldade de encarnar os valores do Reino em suas vidas (como se o cristianismo fosse uma religião baseada em conceitos e não em uma vida!)? Simples! Porque nas igrejas o ensinado não vai colado à vida. Isso explica o desinteresse da membresia pelos problemas sociais, pela política (a não ser que eu “ganhe algo”), com os direitos civis, etc. Alguns me contestarão dizendo: ‘Mas a minha igreja faz obra social!’ Pergunto: Ela faz a obra social porque compreende os problemas sociais que enfretamos e ama a justiça, ou faz para ganhar um galardão no céu? Quais são as razões reais?</p>
<p style="text-align:justify;">O conhecimento sobre Deus é uma árvore que cresce da vida. Sei que existem igrejas que têm boas intenções, e que se esforçam para que isso aconteça. Mas as suas boas intenções são abortadas porque são obrigadas a cumprir o rito sagrado, ensinar a doutrina correta. Suas pregações são entidades abstratas, prontas, fixas, com uma ordem certa. Ignoram a experiência que o indivíduo está vivendo. Aí tenta-se, inutilmente, produzir vida a partir dos conceitos. Mas não é possível, a partir da mesa de anatomia, fazer viver o cadáver. O que desejo ver nas igrejas é o conhecimento crescendo a partir das experiências vividas pela sua membresia.</p>
<p style="text-align:justify;">Disse, no início desse texto, que queria uma igreja retrógrada. Retrógrado quer dizer ‘que vai para trás’. Quero uma igreja que vá mais para trás das ‘doutrinas’ e ortodoxias abstratamente elaboradas e impostas. Uma igreja que compreenda como os saberes são gerados e nascem. Uma igreja em que o saber vá nascendo das perguntas que o corpo faz. Uma igreja em que o ponto de referência não seja o a ortodoxia oficial a ser ensinada (inutilmente!), mas o corpo que vive, admira, se encanta, se espanta, pergunta, prova, erra, se machuca, brinca. Uma igreja que seja iluminada pelo brilho dos inícios.</p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#008000;"><em><strong>Cláudia Sales</strong></em></span></p>
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		<title>HOMOSSEXUALIDADE E LIBERTAÇÃO HUMANA</title>
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		<pubDate>Sat, 14 May 2011 22:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcos Monteiro* d O momento apaixonante merece um texto apaixonado, mas somente os poetas tem a habilidade de sugerir vertigem e volúpia pelo entrelaçar das palavras. Como não sou poeta celebro em texto comum a decisão do Supremo de legalizar o legítimo direito dos homossexuais de constituir amor e família. Desses instantes que fazem jus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=409&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:right;">Marcos Monteiro*</div>
<div style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">d</span></div>
<div style="text-align:justify;"><a href="http://dinha.files.wordpress.com/2011/05/god-loves-gays-2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-410" title="god-loves-gays-2" src="http://dinha.files.wordpress.com/2011/05/god-loves-gays-2.jpg?w=300&#038;h=207" alt="" width="300" height="207" /></a>O momento apaixonante merece um texto apaixonado, mas somente os poetas tem a habilidade de sugerir vertigem e volúpia pelo entrelaçar das palavras. Como não sou poeta celebro em texto comum a decisão do Supremo de legalizar o legítimo direito dos homossexuais de constituir amor e família. Desses instantes que fazem jus a festa, dança e feriado nacional. Caíram as cercas da praça, mas o povo desacostumado não consegue invadir o espaço para deitar na grama, girar na roda gigante ou dançar ciranda.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">f</span></div>
<div style="text-align:justify;">A unanimidade da decisão nos surpreendeu, embora o nosso tribunal maior apenas reconheça um direito já exercido por mais de dez milhões de brasileiros. Maneiras de reconhecer a humanidade de minorias. Ser humano é ir se estabelecendo na diversidade e na inconclusão. Os diversos modos de se amar, a exuberância de uma sexualidade que se estabelece sem respeito a regras e manuais, são expressões legítimas dessas diferenças que transformam a paisagem humana em poesia e beleza.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">d</span></div>
<div style="text-align:justify;">Homossexualidade é palavra que tenta definir o indefinível, pretendendo retirar do ser humano parte de sua humanidade. Faz pouco tempo, comemorava em um restaurante um aniversário, na companhia de amigos e amigas, a maioria rotulada como gays, lésbicas, ou palavras semelhantes. A comida e a bebida eram comuns e a conversa girava sobre história, poesia, literatura, futebol, religião, sexo. Cardápio variado de comida e de conversa, duas coisas do cotidiano de todos os seres humanos.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">f</span></div>
<div style="text-align:justify;">Ter direito ao pão de cada dia garante a sobrevivência, o direito ao sexo de todo dia ou de vez em quando transforma a sobrevivência em poema. O sexo é esse momento de ultrapassar limites, em que o corpo se propõe como lugar de mistério e de arrebatamento. Vivido amorosamente acrescenta à volúpia do carinho a profundidade da doação livre e mútua, entre dois seres humanos livres e disponíveis. O direito legítimo à carícia e ao amor é agora legalizado como pertencente a todo ser humano, sem a necessidade de rótulos.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">d</span></div>
<div style="text-align:justify;">Sem as cantigas das comemorações, o ruído dos protestos são feitos em nome da família e da religião. Novamente a questão das definições. Se família significa entre outras coisas o espaço para o crescimento mútuo de seres humanos e para o cuidado e educação de crianças, esses espaços são diversos, com diversos atores atuando em diversos papéis. Crianças criadas por pais ou mães do mesmo sexo não se tornaram necessariamente frustradas, drogadas ou marginais, nem mesmo homossexuais, terror de muitos.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">d</span></div>
<div style="text-align:justify;">Alguns religiosos se pronunciaram a favor da união estável mas não do casamento, prerrogativa das igrejas. Na sutileza semântica, a complicação lingüística. Carícias e palavras não podem ser patenteadas, a pretensão apenas convida à continuidade da luta. As religiões e as igrejas não são concessionárias das cerimônias nem proprietárias de Deus. O direito de crer (incluindo o direito de não crer) e o direito de amar são prerrogativas tão humanas quanto o direito de comer e de conversar.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">d</span></div>
<div style="text-align:justify;">Para os que pertencem ao campo religioso, como pertenço, a decisão do Supremo é oportunidade de aprofundamento, de busca de compreensão e de ressignificação. Livros, artigos, pesquisas, estudos densos sobre a sexualidade humana já são abundantes. Acima disso, o ser humano concreto, pessoas que vivem amor e sexualidade de modos diversos. Muitos que experimentaram sentimentos de alegria e de libertação quando assumiram a sua maneira de amar; muitos que não se sentem abandonados por Deus. Pelo contrário, diante da maldição de todos, somente contam com o sentimento da compreensão Dele, no espaço indevassável de sua interioridade.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">d</span></div>
<div style="text-align:justify;">Diante de tudo isso, podemos assumir vociferantes o papel de arautos da culpa, da vergonha e do remorso, ou celebrarmos a boa notícia (evangelho) da libertação e nos juntarmos à alegria de milhões de brasileiros e brasileiras que se sentiram acolhidos e protegidos pela lei, pela primeira vez na história. Por estranha e feliz coincidência este texto está sendo postado em um novo e diferente treze de maio.</div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">f</span></div>
<div style="text-align:justify;">Feira de Santana, 13 de maio de 2011.</div>
<div style="text-align:justify;">____________</div>
<div style="text-align:justify;">*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia, faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King Jr. e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil</div>
<div style="text-align:justify;">CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail cepesc@bol.com.br, site www.cepesc.com.</div>
<div style="text-align:justify;">Fone: (71) 3266-0055.</div>
<div style="text-align:justify;">Fonte: http://madoniram.blogspot.com/</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/409/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=409&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O pastor herege: entrevista de Ricardo Gondim à revista Carta Capital</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 05:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei surpresa ao entrar hoje no meu twitter e ver tantos posts, oras de elogio, oras de críticas severas, ao pastor Ricardo Gondim. Sem entender direito o que acontecera (pois fiquei fora do ar durante toda Semana Santa), comecei uma busca para saber o que estaria causando tamanha polêmica. Foi quando me deparei com essa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=401&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><a href="http://dinha.files.wordpress.com/2011/04/gondim-1.png"><img class="size-full wp-image-402  " title="gondim 1" src="http://dinha.files.wordpress.com/2011/04/gondim-1.png?w=510" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Revista Carta Capital (páginas 70 e 71)</p></div>
<p style="text-align:justify;">Fiquei surpresa ao entrar hoje no meu twitter e ver tantos posts, oras de elogio, oras de críticas severas, ao pastor Ricardo Gondim. Sem entender direito o que acontecera (pois fiquei fora do ar durante toda Semana Santa), comecei uma busca para saber o que estaria causando tamanha polêmica. Foi quando me deparei com essa entrevista do Ricardo à conhecida revista Carta Capital, onde ele tem a oportunidade de arbordar diversos assuntos, tais como política, união estável, aceitação dos pares, entre outros que definitivamente dividiram opiniões! Eu particularmente ADOREI a entrevista, que vale a pena conferir no link:</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.lector.com/Portal/FlipEx/FlipEx.aspx?uId=4UNoc7A0niI%3d&amp;pId=okSTGSB0g4A%3d" target="_blank"> http://www.lector.com/Portal/FlipEx/FlipEx.aspx?uId=4UNoc7A0niI%3d&amp;pId=okSTGSB0g4A%3d</a></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Boa leitura!</strong></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ff0000;"><em><strong>Cláudia Sales</strong></em></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dinha.wordpress.com/401/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dinha.wordpress.com/401/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dinha.wordpress.com/401/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dinha.wordpress.com/401/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dinha.wordpress.com/401/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dinha.wordpress.com/401/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dinha.wordpress.com/401/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dinha.wordpress.com/401/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dinha.wordpress.com/401/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dinha.wordpress.com/401/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dinha.wordpress.com/401/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dinha.wordpress.com/401/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dinha.wordpress.com/401/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dinha.wordpress.com/401/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dinha.wordpress.com&amp;blog=639984&amp;post=401&amp;subd=dinha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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