fevereiro 2010


Rubem Alves


A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de “culinária literária”. Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida…). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé…

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

“Morre e transforma-te!” — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas “piruá” é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: “Fiquei piruá!” Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: “Quem preservar a sua vida perdê-la-á”.A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira…

“Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu”.

O texto acima foi extraído do jornal “Correio Popular”, de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal.

O ano de 2010 nos surpreendeu com a calamidade no Haiti. Uma tragédia que chamou a atenção de todas as mídias, televisão, rádio, revistas, jornais – que não falavam outra coisa – e principalmente a internet. Era só colocar no Google a palavra Haiti para que imediatamente nos deparássemos com uma profusão de noticias. Estas não apenas de sites, mas, blogs, orkut, twitter, Facebook, etc… todo mundo queria falar sua versão do ocorrido com direito a opiniões, criticas e sugestões. Não demorou muito para que se iniciasse toda aquela “tsuname” de discussões em torno da predestinação (soberania), versus livre arbítrio (contingência).

De um lado, os que defendiam que Deus tinha um propósito na morte de milhares de pessoas do Haiti, ou ainda os que diziam “os haitianos estão sob a maldição de Caim. A mão de Deus pesou nos incircuncisos feiticeiros. Foi só isso. Vai dormir!” (ipsis litteris de um usuário do Twitter), resumindo o fato em uma simples lógica de causa-efeito.

Do outro, os que defendem que Deus também sofreu com esta tragédia e que não poderia haver propósito na morte de crianças, velhos, homens e mulheres, independentes de quem sejam, ou os que ainda explicam que um fenômeno como este só atinge os mais pobres, os excluídos, os que não possuem tecnologia desenvolvida o bastante para amenizar os “efeitos colaterais” da natureza, enfim, os que acreditam na vida repleta de contingências.

Cheguei a pensar que veria um déjà vu de 2007! Não tive vontade nenhuma de escrever sobre o assunto… e muito menos de tomar partido entre estas posturas teológicas. Apenas acompanhei perplexa os acontecimentos, os resgates, o Geraldo aflito com o número crescente de mortos… e me senti impotente. Confesso que fui apenas uma telespectadora da catástrofe.

Mas um fato, com um impacto mundial bem menor, contudo, com um impacto emocional bem maior em minha vida, motivou-me a escrever sobre propósitos: o falecimento de um jovem pastor, Allison Ambrósio. Um artista como poucos no movimento evangélico (e fora dele), dono de um sorriso contagiante e de uma voz arrebatadora. Nesta semana a Betesda ficou de luto… e perplexa com o modo rápido de como tudo aconteceu.

Muita gente veio conversar comigo e a pergunta que não parava de ouvir era: como poderia morrer tão jovem? Tão cheio de vida? Confesso que me faltavam as palavras e ficava em silêncio (que num momento como este é a melhor palavra). Mas não deixei de escutar no decorrer destes dias “Deus tem os seus desígnios!”, “Deus quis levá-lo!”, “Deus sabe o que faz!” e o revoltante “Deus deve ter um propósito nisto!”.

Como Deus poderia ter propósito na morte, no sofrimento, na perda? Como poderia Ele ser glorificado em genocídios, nas epidemias, ou até mesmo na morte prematura de um poeta? Essa lógica é a contradição do Deus descrito nas Escrituras, um Deus generoso, amoroso, um Deus que chora pela morte do amigo, e que celebra a vida (“Eu sou… a vida”). Li um texto de Leonardo Boff intitulado “Um Deus que chora” e lembrei-me de um trecho:

Há uma outra imagem, presente na história das religiões e também na tradição judaico-cristã: ela fala do Deus que se faz criança, que não julga mas caminha junto, um Deus que chora pela morte do amigo, que tem pavor face à morte próxima e que finalmente morre, gritando, na cruz. Vários místicos cristãos se referem ao Deus que sofre com os que sofrem e que chora por aqueles que morrem. Juliana de Norwich, grande mística inglesa (+1413), viu a conexão existente entre a paixão de Cristo e a paixão do mundo. Numa de suas visões diz:”Então vi que, no meu entender, era uma grande união entre Cristo e nós; pois quando ele padecia, padecíamos também. E todas as criaturas que podiam sofrer sofriam com ele”.

A única certeza que temos nesta vida é que iremos morrer. Não acredito, contudo, que seja Deus que determina este momento e muito menos que Ele tenha propósitos que exaltem Sua glória na morte. A glória de Deus é plena, não precisa de um ‘plus’, um ‘upgrad’; ela se manifesta nas coisas simples da vida, no lírio do campo, nos pássaros do céu, na arte, na poesia, enfim, na beleza, parafraseando Borges “neste mundo a beleza é comum”, a glória de Deus está em todo lugar!

Creio que nesta semana Deus chorou conosco a morte do querido Allison, que Ele sofreu com a família a angústia da perda e que faltou-lhe palavras para explicar o que aconteceu… o que Ele nos oferece são seus braços de pai que nos conforta e fortalece para o dia de amanhã.

Fica a saudade e sensação estranha de que foi cedo demais…

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.

(…)

Eu continuo aqui,
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

(…)

Só que você foi embora cedo demais.
(Renato Russo)

Acho que todos vocês conhecem a estótia do rei nú de Hans Christian Andersen. Rubem Alves reconta a estória introduzindo uns floreados para torná-la mais atual. Queria então compartilhar esta versão com vocês.


“Havia um rei muito tolo que adorava roupas bonitas. Os tolos, geralmente, gostam de roupas bonitas. Pois esse rei enviava emissários por todo o país com a missão de comprar roupas diferentes. Era o melhor cliente da Daslu. Os seus guarda-roupas estavam entulhados com ternos, sapatos, gravatas de todas as cores e estilos. Eram tantas as suas roupas que ele estava muito triste porque seus emissários já não encontravam novidades.

Dois espertalhões ouviram falar do gosto do rei pelas roupas e  viram nisso uma oportunidade de se enriquecerem às custas da vaidade da Majestade. A vaidade torna bobas as pessoas: elas passam a acreditar nos elogios dos bajuladores… Foi isso que aconteceu com um corvo vaidoso que estava pousado no galho de uma árvore com um queijo na boca: por acreditar nos elogios da raposa ficou sem queijo…

Pois os dois espertalhões-raposa foram até o palácio real e anunciaram-se na portaria, apresentando o seu cartão de visitas: “Doutor Severino e Doutor Valério, especialistas em tecidos mágicos.”

O rei já havia ouvido falar de tecidos de todos os tipos mas nunca ouvira falar de tecidos mágicos. Ficou curioso. Ordenou que os dois fossem trazidos à sua presença. Diante do rei fizeram uma profunda barretada, tirando seus chapéus.

“Falem-me sobre o tecido mágico”,  ordenou o rei.

Um dos espertalhões, o mais loquaz, se pôs a falar.

“Majestade, diferente de todos os tecidos comuns, o tecido que nós tecemos é mágico porque somente as pessoas inteligentes podem vê-lo. Vestindo um terno feito com esse tecido Vossa Majestade será cercado apenas por pessoas inteligentes, pois somente elas o verão…”

O rei ficou encantado e imediatamente contratou os dois espertalhões, oferecendo-lhes um amplo aposento onde poderiam montar os seus teares e e tecer o tecido que só os inteligentes poderiam ver..

Passados alguns dias o rei mandou chamar o ministro da educação e ordenou-lhe que fosse examinar o tecido.  O ministro dirigiu-se ao aposento onde os tecelões estavam trabalhando.

“Veja, excelência, a beleza do tecido”, disseram eles com a mãos estendidas. O ministro da educação não viu coisa alguma e entrou em pânico. “Meu Deus, eu não vejo o tecido, logo  sou burro…” Resolveu, então, fazer de contas que era inteligente e começou a elogiar o tecido como sendo o mais belo que havia visto.

“Majestade”, relatou o minsitro da educação ao rei, “o tecido é incomparável, maravilhoso. De fato os tecelões são verdadeiras magos!” O rei ficou muito feliz.

Passados mais dois dias ele convocou o ministro da guerra e ordenou-lhe que examinasse o tecido. Aconteceu a mesma coisa. Ele não viu coisa alguma. ” Meu Deus”, ele disse, ” não sou inteligente. O ministro da educação viu e eu não estou vendo…” Resolveu adotar a mesma tática do ministro da educação e fez de contas que estava vendo. O rei ficou muito feliz com a seu relatório. E assim aconteceu com todos os outros ministros. Até que o rei resolveu pessoalmente ver o tecido maravilhoso. Mas, como os ministros, ele não viu coisa alguma porque nada havia para ser visto. Aí ele pensou:  “Os ministros da educação, da guerra, das finanças, da cultura, das comunicações viram. São inteligentes. Mas eu não vejo nada! Sou burro. Não posso deixar que eles saibam da minha burrice porque pode ser que tal conhecimento venha a desestabilizar o meu governo…” O rei, então, entregou-se a elogios entusiasmados ao tecido que não havia.

O cerimonial do palácio determinou então que deveria haver uma grande festa para que todos vissem o rei em suas novas roupas. E todos ficaram sabendo que somente os inteligentes as veriam. A mídia, televisão e jornais, convidaram todos os cidadãos inteligentes a que comparecessem à solenidade.

No Dia da Pátria, a cidade engalanada, bandeiras por todos os lados, bandas de música, as ruas cheias, tocaram os clarins e ouviu-se uma voz pelos alto-falantes:

“Cidadãos do nosso país! Dentro de poucos instantes a sua inteligência será colocada à prova. O rei vai desfilar usando a roupa que só os inteligentes podem ver.”

Canhões dispararam uma salva de seis tiros. Ruflaram os tambores. Abriram-se os portões do palácio e o rei marchou vestido com a sua roupa nova.

Foi aquele oh! de espanto. Todos ficaram maravilhados. Como era linda a roupa do rei! Todos eram inteligentes.

No alto de uma árvore estava encarapitado um menino a quem não haviam explicado as propriedades mágicas da roupa do rei. Ele olhou, não viu roupa nenhuma, viu o rei pelado exibindo sua enorme barriga,  suas nádegas murchas  e  vergonhas dependuradas. Ficou horrorizado e não se conteve. Deu um grito que a multidão inteira ouviu:

“O rei está pelado!”

Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. E uma gargalhada mais ruidosa que a salva de artilharia. Todos gritavam enquanto riam: ” O rei está nu, o rei está nu…”

O rei tratou de tapar as vergonhas com as mãos e voltou correndo para dentro do palácio.

Quanto aos espertalhões, já estavam longe e haviam transferido os milhões que haviam ganho para um paraíso fiscal…”


Rubem Alves escreve ainda um outro final para a história:

“O rei está pelado!

Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. Seguido pelo grito enfurecido da multidão.

“Menino louco! Menino burro! Não vê a roupa nova do rei! Está querendo desestabilizar o governo! É  um subversivo, a serviço das elites!”

Com estas palavras agarraram o menino, colocaram-no numa camisa de força  e o internaram num manicômio.

Moral da estória: Em terra de cego quem tem um olho não é rei. É doido.

Vocês devem estar se perguntando: por que postar esta estória? Me atrevo então a escrever um outro final! Se tiver um melhor compartilhe conosco!

“O rei está pelado!”

Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. Seguido pelo grito enfurecido da multidão.

“Cala boca menino! Você está escandalizando a todos! Ninguém está interessado em perceber a nudez do rei, é constrangedor para nós… não sabemos lhe dar com esta situação! Queremos parecer inteligentes, nos fingimos que o rei esta vestido, e ele finge que acredita! Pronto! Simples assim!”

Com essas palavras, agarraram o menino e o silenciaram expulsando-o do reino.

Moral da estória:
A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo. (Napoleão Bonaparte)

Quem se atreve a mostrar a nudez do rei?

Claudinha